As ilhas da corrente – Ernest Hemingway

ilhasEsse foi meu primeiro livro do Hemingway. Havia lido somente alguns de seus contos. O que me chamou principalmente a atenção desde os contos é a forma como seus personagens vivem. Eles possuem um contato com a natureza que parece não existir mais, pelo menos não como deveria ser. Eles vivem. São homens. Como deveria ser.

Pelo que já li sobre o próprio Hemingway, acredito que o personagem principal tenha muito dele mesmo. Os acontecimentos trágicos pelos quais Thomas Hudosn passa chega a provocar uma tristeza sincera em nosso coração. Passamos a viver seus sentimentos durante a leitura.

Pensando agora no livro, ele mais parece que foi uma história contada a mim por amigo, com certeza bem mais velho. É tão real que não sei como descrever. Esse foi apenas o primeiro livro, porque espero ler todos do “pintor” Hemingway.

Comecei com o pé direito.

Courtney Crumrin e as Criaturas da noite – Ted Naife

courtney Quando somos crianças nossa imaginação vive povoada por todas as histórias que ouvimos. Dos contos mais simples aos mais assustadores. Basta crescermos que essas histórias passam a um lugar, digamos, mais escondido de nossa mente. “Courtney” nos devolve um pouco daquela simplicidade de nossa infância. Muito bom para nós “adultos” e uma ótima história para preencher mais um lugar nesse universo que é a imaginação infantil.

“Meu nome não é Johnny”

nomejO cinema brasileiro vem melhorando a olhos vistos. Filmes brasileiros estão conquistando platéias como antes era reservado somente aos americanos faziam. Muitos deles, posso dizer a maioria até, tem como pano de fundo nossos problemas sociais: drogas, violência, corrupção… Meu nome não é Johnny faz parte também desse grupo.

Somos apresentados à João Estrela, jovem de classe media que passa de um usuário a fornecedor de drogas. O ponto forte do filme é mostrar essa evolução ocorre e como ele é mergulhado no mundo do crime quase sem perceber. Baseado em fatos reais o filme mostra um realidade que está transformando as grandes cidades brasileiras: jovens de classe media e alta que se transformam em traficantes. O tráfico não pertence mais somente aos morros.

Um filme obrigatório a todo brasileiro amante de cinema.

Transformando suor em ouro – Bernadinho

suorouro Não tenho muito o que dizer do livro do Bernadinho. Esse grande líder nos dá a oportunidade de conhecer sua história e seus métodos. Mas o que mais me impressionou foram suas lições de disciplina e determinação. É impressionante sua vontade de querer dar sempre seu melhor e ajudar seus parceiros a darem o melhor de si também. Nos mostra que um líder não precisa necessariamente ser “amado”. Ensina que para vencer em equipe precisamos de desafios que não nos deixe acomodarmos apos as vitórias; que a melhor ajuda não é a mais fácil e sim aquela que nos permite crescer e aprender com nossos erros.

É um livro importante para todos independente de sua profissão. 

Judiciário no Governo

Acredito que algo estruturado, onde cada parte realiza seu trabalho de forma eficaz, tem excelentes chances de funcionar. Teoricamente o governo deveria ser assim. Teoricamente.

Hoje no Brasil a política está desacreditada como nunca antes, penso eu. Credito grande parte disso à incapacidade do Legislativo fazer o que é de sua obrigação. Vemos nossas câmeras “travadas” por chantagens, interesses pessoais, “jogos” políticos, e outros eufemismos mais que poderia usar.

Quando temos algo que precisa ser feito e que o responsável não o faz, o que é natural? Que alguém com mais interesse e vontade venha e faça. É o que o Judiciário está fazendo. Isso é conhecido como “ativismo judiciário”.

Me preocupa quando um poder passa a interferir nas atribuições de outro. Chama a atenção e deve-se ficar de olho. Mas pelo menos temos alguém fazendo algo e não somente discursos, abrindo CPI, fechando CPI, ganhando cargos, dinheiro…

(Ver: O Parlamento de Toga – Carta Capital 21/11)

HSM ExpoManagement 2007

1º dia

A nova dinâmica do marketing e vendas – Chris Anderson

Na minha opinião uma das melhores do dia. Ele explicou como o mercado de massas está em declínio e como os produtos para nichos de mercados são o futuro.

 

O crescimento através da criatividade – Michael Eisner

Ele falou da importância da criatividade em todas as áreas. Deu como exemplo a Disney e a ESPN, falou muito sobre elas, principalmente sobre a Disney. Deixei de entender algumas coisas porque estava escutando in english.

O futuro da globalização – Pankaj Ghemawat

As palestras mais complicadas para mim são as de logo apos o almoço. Sem meu cochilo fico à 50%, se muito! Vamos lá. Ele explanou que a globalização não se encontra nos níveis que a maioria de nós imagina. Que na realidade é ainda uma coisa muito modesta e que o grande erro das empresas é tentar aplicar em paises estrangeiros a mesma formula usada no pais de origem.

 Gestão de talentos – Patrick Sweeney

Foi uma palestra rápida, 45 minutos somente. Onde ele mostrou as vantagem de: demorar o tempo que for preciso para encontrar a pessoa certa para o cargo, procurar pessoas que possam crescer dentro da empresa e que sejam pessoas otimistas.

 Resiliência, superação e determinação – João Carlos Martins

Muito emocionante. O maestro João Carlos Martins falou sobre sua vida e suas grades batalhas. Estas ultimas são as vezes em que ele teve de deixar o piano que era sua vida. Falou como apos todas as dificuldades e a perda dos movimentos das mãos, superou tudo, aprendeu a ser maestro e formou a primeira orquestra privada brasileira.

 

2º dia

 

Total Strategy: do planejamento à implementação – Michel Porter

            O que eu posso falar sobre um palestra com o maior especialista em estratégia do mundo? Foi incrível.

 

A conexão com o cliente: estratégias para conquistar e reter clientes – Anne Mulcachy

            Já havia visto uma entrevista com ela na ManagementTV. A lição que ela passa é de valor inestimável. De como ela conseguiu recuperar a gigante Xérox através da aproximação com seus clientes.

 

Como criar e manter marcas poderosas – Kevin Roberts

            Uma das melhores palestras que já tive a oportunidade de presenciar. Diferente. Inovador. Um conceito mágico. É só o que posso dizer.

 

3º dia

 

Ainda dá tempo? – Antonio Delfim Neto

            Foi muito esclarecedora a palestra do Prof. Delfim Neto. Mostrou através de números a realidade econômica brasileira, onde estão as grandes dificuldades para as empresas e o que o governo faz (na maior parte, deixa de fazer) para resolver os problemas dos brasileiros.

 

O futuro da economia global – Alan Greenspan (vídeo conferencia)

            Não posso falar nada. Saí antes da metade. Estava intediante o esquema de perguntas e respostas que eles elaboraram. Deveriam apenas ter deixado ele falar.

 

O impacto da inteligência artificial e da nanotecnologia nos negócios – Ray Kurzweil

            Não consegui acompanhar muito bem essa palestra, devido a alguns termos que não pude entender. Fora isso, ele falou sobre o progresso da tecnologia, suas tendências, miniaturização, novas tecnologias, oportunidades, etc.

 (faltou as ultimas)

Expressar e confiar

Antigamente (até parece que sou um “senhor”) achava mais fácil me expressar, conversar, me abrir de verdade. Hoje isso é impossível para mim. Penso que seja devido à perda da capacidade de confiar. Antes também conseguia confiar muito facilmente, até demais, até em quem não devia. Quebrei a cara muitas vezes,  mas não acho que foi a quantidade que importou. O que pegou mesmo foi a “qualidade”, ou seja, algumas poucas pessoas que eu confiava demais, que eram muito próximas e que se mostraram muito diferente do que eu pensava. Talvez elas sempre deram os sinais e eu não queria ver. Resumindo: me ferrei! Com isso acho que perdi a capacidade de confiar de novo, se não totalmente, grande parte.

            Agora como me expressar, se cada palavra deve ser medida, cada sentimento represado? 

Identificação…

Achei engraçado, outro dia, quando li em um blog um certo comentário. Nele a pessoa se identificava com o post que o autor havia escrito. Dizia que era exatamente o que ela tinha sentido e tal. Não sei bem porque, mas me chamou a atenção. Acho interessante essa capacidade de nos identificarmos com algo criado por outro. Pensando bem, talvez essa seja a razão do sucesso dos blogs.